Dicas simples para cultivar cactos em casa

Famosos por exigir pouquíssimos cuidados, os cactos conquistam cada vez mais admiradores pela possibilidade de ter um jardim rico em cores e espécies, mas sem se preocupar com as constantes manutenções. Saiba mais!

Por Redação | Fotos: Shutterstock


Esqueça a velha desculpa de falta de tempo para não ter um jardim em casa, pois a diversidade da natureza permite solucionar esse problema e ainda desfrutar um cenário exótico e personalizado. A dica é apostar no cultivo dos cactos. “Por demandar poucos cuidados, a espécie é ideal para quem viaja muito ou simplesmente não tem tempo para cuidar”, indica a arquiteta Patrícia Miranda, da Gaia Projetos Sustentáveis. Originários de ambientes áridos, os cactos têm como característica a capacidade de reter umidade para garantir sua sobrevivência. De acordo com a colecionadora Rita Elias, da ViaCacto, os espinhos são na verdade folhas modificadas para se adaptarem às necessidades da planta. “Com isso, além de reduzir a área de superfície pela qual a água é perdida na transpiração, eles ajudam a protegê-la. Pois, em um ambiente árido, a ausência dos espinhos tornaria o cacto uma presa fácil”, explica. Existem cerca de duas mil espécies de cactos, que variam de forma e tamanho. “Alguns podem chegar à altura de uma árvore, outros são rasteiros, quase uma forração. Há os que produzem flores e até frutos, como os do gênero Opuntia”, comenta a arquiteta e paisagista Soraia Vitiello, da Gaia Projetos Sustentáveis. Com os cuidados certos, os cactos têm vida longa. “Alguns duram até 200 anos e atingem 20 m de altura, como o Carnegiea gigantea, originário dos EUA e do México”, completa Rita.

Onde cultivar

Para quem deseja iniciar o plantio, Rita indica as três formas de propagação mais comuns: a semeadura, a divisão de brotação – quando o cacto produz mudas laterais e nós retiramos para formar uma nova planta – e a propagação por enxertia. Em relação às condições ideais, a maioria das espécies requer sol pleno (mínimo de quatro horas diárias) para o perfeito desenvolvimento. “Com a falta de luz a planta perde o viço, além de não florir”, explica Ernesto Lins, da ViaCacto. Mas há exceções e, entre as espécies de meia-sombra, um bom exemplo é a flor-de-maio (Schlumbergera truncata), que não tolera sol pleno.

Cuidados com a planta

No solo, o indicado é o uso de substrato com boa drenagem e rico em nutrientes. “Uma composição que costumo sugerir é a preparada com duas partes de areia grossa para uma parte de terra adubada. Mas muitas outras podem ser usadas, desde que não acumulem água e tenham rápida drenagem”, ressalta Rita. Para a manutenção, a principal recomendação é justamente evitar o excesso. “Os cactos vivem com pouquíssima água, por isso indico deixar o substrato secar completamente antes de molhar. No geral, irrigamos uma vez por semana, mas durante o inverno esse intervalo é bem maior, apenas uma rega no mês”, comenta Ernesto. E, de forma geral, os cactos não precisam de podas. “Isso só ocorre para o controle de tamanho, como no caso das espécies colunares, e para geração de uma nova planta”, explica Rita. O desenvolvimento dos cactos é lento, mas quando percebemos que ele não cresce há muito tempo, ou quando estiver beirando o tamanho do vaso, com as raízes expostas, é chegada a hora de transplantar para um recipiente, em média, 30% maior que o anterior.

Revista Decorar Mais Por Menos | Ed. 66