Conheça as regras para escolher a decoração do condomínio

Mudanças nas áreas comuns de condomínio nem sempre precisam ser um empecilho para a decoração. Confira as regras

Texto: Fernanda França | Consultoria: Marco Dalmaso | Ilustração: Shutterstock

Quem mora em condomínio sabe que suas regras são essenciais para o bom convívio entre os moradores. Uma pauta que costuma ser recorrente entre os condôminos é a decoração das áreas comuns do prédio, incluindo seus corredores. Isso porque alguns moradores gostariam de decorar esses espaços como um complemento do seu lar. Mas diversas dúvidas surgem em relação a isso, principalmente se é permitido. Se você quer colocar itens decorativos em alguma área comum, verifique sempre o regulamento interno e converse com seu síndico e, o mais importante, com seus vizinhos. A melhor forma de resolver essa questão
é nas reuniões de condomínio do seu prédio, ali você pode tirar suas dúvidas e ainda sugerir pequenas mudanças. “Em alguns casos, os halls de entrada são padronizados, sem a permissão de alterações, e em outros permite-se a decoração desde que haja acordo entre os moradores de cada andar e sejam respeitadas as normas de segurança exigidas”, explica Marco Dal Maso, diretor de negócios imobiliários da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC).

Normas de segurança

Algumas medidas são necessárias para garantir a segurança dos moradores. “É preciso respeitar o espaço livre de circulação, sinalizações, medidas de fixação dos extintores etc. Na área determinada para a rota de fuga é terminantemente proibida a colocação de objetos, móveis, quadros, uma vez que estes podem interferir na evacuação do prédio, em caso de emergência.

Dever do síndico

Caso haja alguma mudança irregular, ou não autorizada em assembleia, o síndico deve tomar as devidas precauções. “Deve enviar correspondência solicitando a
remoção imediata da referida decoração. O não atendimento é passível de aplicação de multa, em conformidade com o Regulamento Interno e/ou Convenção
Condominial, e processo judicial”, finaliza Marco.

Revista Decorar Mais Por Menos | Ed. 70